--- por Flávia Hargreaves. imagem criada por IA . Estamos nos acostumando a responder uma pergunta curiosa nos aplicativos e sites que acessamos: “PROVE QUE VOCÊ NÃO É UM ROBÔ”, o famoso CAPTCHA. Fazemos isso de forma tão automática, clicando em imagens de semáforos ou hidrantes, que raramente paramos para perceber a ironia: muitas vezes, respondemos que não somos máquinas agindo exatamente como uma. Como arteterapeuta, artista e professora, esse questionamento digital me despertou um espanto que quero compartilhar com vocês: quando deixamos de nos surpreender com o fato de uma máquina precisar validar nossa humanidade? Automático x Simbólico O CAPTCHA não é nenhuma novidade, mas segue me causando espanto. Como ferramenta utilitária e objetiva, ele processa dados para garantir segurança no mundo digital e tem uma utilidade clara. No entanto, o fato de ele ter se tornado rotina me trouxe reflexões sobre o papel da Arteterapia no resgate da nossa sensi...
--- por Bella Cesar Hoje, recebo com muita alegria a querida Bella Cesar . Este texto toca em um ponto que eu sempre reforço: a Arte não é apenas o que o cliente faz na sessão, mas é a lente pela qual nós, arteterapeutas, enxergamos o mundo e o processo do outro. A autora nos mostra como a História da Arte sai dos livros e se torna o solo firme que sustenta sua escuta clínica. Preparem-se para um mergulho sensível sobre como as referências artísticas transformam o nosso olhar no setting. Boa leitura, Flávia Hargreaves Quando a História da Arte atravessa a escuta clínica na Arteterapia por Bella Cesar · Bella Cesar no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, diante da obra Guernica, de 1937, Pablo Picasso (1881-1973). · A História da Arte sempre esteve presente na minha formação como artista. Durante muito tempo, eu a vivi como repertório, referência, estudo e admiração. Com o passar do tempo e com a experiência clínica, pe...