ATELIÊ ARTETERAPÊUTICO COMO UM LABORATÓRIO DE ESCOLHAS Por Flávia Hargreaves Talvez você já tenha se deparado com o silêncio que se instala no ateliê quando pergunta ao cliente: "O que você gostaria de fazer hoje?" , enquanto apresenta as possibilidades de materiais e pede que ele escolha. Enquanto algumas pessoas paralisam diante de diversas possibilidades, outras se lançam com entusiasmo e curiosidade na manipulação do material. Esse cenário nos convoca a uma reflexão essencial sobre o manejo dos materiais na Arteterapia: você costuma oferecer a possibilidade de escolha ao seu cliente? Confia na decisão dele ou assume o lugar de quem sabe o que é melhor? MODELO ESTRUTURADO OU ESTÍMULO À AUTONOMIA NO PROCESSO? Muitos profissionais trabalham com propostas fortemente estruturadas, guiando a sessão passo a passo. Nesses casos, o material já vem definido e, às vezes, até com etapas adiantadas, como papéis previamente cortados, mandalas riscadas, desenhos para colorir ou boneca...
--- por Flávia Hargreaves. imagem criada por IA . Estamos nos acostumando a responder uma pergunta curiosa nos aplicativos e sites que acessamos: “PROVE QUE VOCÊ NÃO É UM ROBÔ”, o famoso CAPTCHA. Fazemos isso de forma tão automática, clicando em imagens de semáforos ou hidrantes, que raramente paramos para perceber a ironia: muitas vezes, respondemos que não somos máquinas agindo exatamente como uma. Como arteterapeuta, artista e professora, esse questionamento digital me despertou um espanto que quero compartilhar com vocês: quando deixamos de nos surpreender com o fato de uma máquina precisar validar nossa humanidade? Automático x Simbólico O CAPTCHA não é nenhuma novidade, mas segue me causando espanto. Como ferramenta utilitária e objetiva, ele processa dados para garantir segurança no mundo digital e tem uma utilidade clara. No entanto, o fato de ele ter se tornado rotina me trouxe reflexões sobre o papel da Arteterapia no resgate da nossa sensi...