--- por Bella Cesar Hoje, recebo com muita alegria a querida Bella Cesar . Este texto toca em um ponto que eu sempre reforço: a Arte não é apenas o que o cliente faz na sessão, mas é a lente pela qual nós, arteterapeutas, enxergamos o mundo e o processo do outro. A autora nos mostra como a História da Arte sai dos livros e se torna o solo firme que sustenta sua escuta clínica. Preparem-se para um mergulho sensível sobre como as referências artísticas transformam o nosso olhar no setting. Boa leitura, Flávia Hargreaves Quando a História da Arte atravessa a escuta clínica na Arteterapia por Bella Cesar · Bella Cesar no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, diante da obra Guernica, de 1937, Pablo Picasso (1881-1973). · A História da Arte sempre esteve presente na minha formação como artista. Durante muito tempo, eu a vivi como repertório, referência, estudo e admiração. Com o passar do tempo e com a experiência clínica, pe...
--- por Flávia Hargreaves O "medo da folha em branco" é um velho conhecido de quem trabalha com arte, e não é diferente quando utilizamos a expressão artística na terapia. O bloqueio no fluxo criativo apresenta muitas camadas, entre elas as memórias afetivas de como cada um aprendeu a lidar com a própria criatividade. Neste texto, vou explorar como o repertório artístico do profissional, a preparação do ambiente e a oferta dos materiais podem auxiliar o cliente a atravessar o silêncio como parte do processo e a se apropriar da sua autoexpressão. O Repertório não é para "dar ideias!" A base do repertório artístico do arteterapeuta deve ser a vivência nos próprios processos da arte como autoexpressão e o estudo da História da Arte. Como costumo dizer: precisamos estudar Arte experimentando! Muito além de ter ideias para oficinas e atendimentos, é preciso sentir na pele o bloqueio, a frustração com o resultado e, também, a alegria de encontrar o material e a lingu...